A PRIMEIRA E MAIS IMPORTANTE VITÓRIA

A PRIMEIRA E MAIS IMPORTANTE VITÓRIA

É fácil olhar para as pessoas que são calmas e auto disciplinadas e presumir que sua disposição lhes é natural ou que, de algum modo, é divinamente inspirada.  Essas pessoas, elas simplesmente não têm que lutar contra as tentações ou as frustrações com as quais nós, meros mortais, lutamos – é por isso que elas são capazes de se apresentar diante de nós como modelos de equanimidade e equilíbrio.


Talvez em alguns casos isso seja verdade, mas geralmente não é. Tome alguém como George Washington, por exemplo. Para as pessoas que o encontraram, ele era um modelo de racionalidade e autocontrole.  Mas aqueles que realmente o conheciam entenderam que ele, como todas as pessoas ambiciosas, estava sujeito a grandes paixões e um temperamento agitado desde seus primeiros dias. De fato, isso foi exatamente o que tornou Washington tão impressionante para aqueles que realmente trabalharam com ele. Como o governador Robert Morris escreveu sobre Washington, foi com essas paixões que Washington travou “sua primeira disputa e sua primeira vitória foi sobre si mesmo”.
O mesmo aconteceu com Cato e Marco Aurélio. Eles não eram naturalmente estóicos. Se tivessem sido, seu exemplo não seria tão significativo. Porque então eles não teriam sido exemplos: seria apenas biologia, divindade ou sorte aleatória. As “Meditações” de Marco Aurélio não são pregação … é um livro de trabalho destinado quase exclusivamente para o próprio escritor. Cato não era perfeito. Seus colegas viram nele as mesmas falhas que viam em si mesmos – mas foram inspirados pela maneira como ele se aproximava mais da vitória do que eles. Ele os forçou a serem melhores.

Enfrentamos a mesma batalha interna de George Washington. Nós temos ambições.  Nós temos paixões. Nós temos temperamento. Nós temos tentações. Mas o que importa é como nós nos elevamos acima dessas coisas; como as canalizamos para fins positivos. Seja formando uma nova nação ou liderando uma, sendo gentis quando seria mais fácil ser mesquinho, resistindo ao impulso do ego ou do egoísmo, podemos conquistar a nós mesmos e, assim, tornar o mundo um lugar melhor. A vitória começa em casa. Começa por dentro.

E não se engane, é uma batalha tão difícil de vencer quanto de lutar. Mas, a vitória é possível. Só depende do seu trabalho árduo e dedicação contínua na melhoria de si mesmo, no seu progresso moral constante.

Vamos juntos, passo a passo, vencer essa batalha!

 

Saudações, meus amigos estóicos,

Vanessa Cordeiro

 

Fonte: dailystoic.com 

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